Garotas e livros

[Novidades] Editora Rocco

Por 16:35 0 comentários

A editora Rocco divulgou os lançamentos desta semana.
Confira mais um pouco sobre eles. 

  

Livro: A CAVERNA MISTERIOSA          
Autor: Emilliano Di Marco

Páginas:48 


Há muitos séculos, na Grécia, vivia o pequeno Platão, um menino que queria saber sobre tudo e vivia fazendo um monte de perguntas. Um dia, um de seus colegas o desafiou a entrar numa caverna escura e misteriosa, longe de todas as cidades e rodeada por um bosque cheio de animais ferozes. Ele aceitou o desafio, sem imaginar que aquela atitude poderia mudar para sempre sua forma de ver o mundo.
Apresentando perguntas que fazem parte dos questionamentos dos grandes filósofos desde a Antiguidade de forma acessível e instigante, o escritor italiano Emiliano Di Marco aproxima os leitores mais jovens do fascinante universo da filosofia em A caverna misteriosa, segundo livro da coleção Pequenos Filósofos, que chega às prateleiras pelo selo Rocco Jovens Leitores.
A história de A caverna misteriosa é livremente baseada no livro A república, escrito pelo filósofo Platão. Com ilustrações de Massimo Bacchini, o livro conta a história de um Platão ainda menino que, por curiosidade, aprende lições sobre a vida e o mundo e, sobretudo, que não se deixa levar pelas aparências, buscando sempre conhecer a verdade. Com um texto descontraído e bem-humorado e simpáticas ilustrações, Di Marco e Bacchini levam o jovem a pensar e questionar conceitos como conhecimento, verdade, poder e aparência.


 Livro: GROTESCAS
Autor: Natsuo Kirino
Páginas:576  



O assassinato de duas prostitutas, ambas ex-estudantes de uma escola para moças de elite em Tóquio, é o ponto de partida do romance Grotescas, que reconstitui a vida das duas vítimas e da narradora do livro, irmã de uma e ex-colega de escola da outra. Filha de uma japonesa e um suíço, a narradora sem nome é atormentada ao longo de toda sua vida por profundos sentimentos de inadequação e rancor, frutos de sua origem mestiça e da constante comparação com sua irmã, Yuriko, dotada de uma beleza fora do comum.
Em Grotescas, a prestigiada Natsuo Kirino deixa de lado a investigação policial para compor um painel de vidas torturadas ocultas sob uma aparência de normalidade, esmagadas pela dificuldade de adequação aos códigos sociais, cujo potencial jamais se realiza, e ilustra um Japão raramente retratado na ficção.
A narradora do romance investiga o que teria levado duas ex-alunas de um colégio de elite a prostituir-se nas ruas; reconstrói as memórias de sua família e da difícil relação com a irmã; as dificuldades de aceitação na elitista Escola Q Para Moças, com seu rígido sistema de castas definidas por origem, renda e aparência e sua obsessão pela genética, que a leva a imaginar a aparência de filhos que teria com os homens que conhece e a comparar as pessoas a plantas e a animais pré-históricos.
Ao receber o diário da irmã após sua morte, a narradora cede espaço a Yuriko, que relata em primeira pessoa a descoberta da sensação de poder e libertação que o sexo lhe confere, além de confessar como extraía prazer de sua própria degradação. A outra vítima, Kazue, estudante de família pobre extremamente ambiciosa e esforçada, embora incapaz de compreender os códigos de comportamento das estudantes do colégio Q, sofre constantemente ao tentar ajustar suas possibilidades às suas ambições, o que atrai o desprezo da narradora.
 


 

Livro: COMER ANIMAIS
Autor: Jonathan Safran Foer 
Páginas:320
 


Em seu primeiro livro de não ficção, Comer animais, Jonathan Safran Foer, autor do premiado Tudo se ilumina, publicado pela Rocco, mergulha no mundo da chamada pecuária industrial nos Estados Unidos – a criação intensiva de aves, porcos e bois –, assim como na pesca em larga escala e suas implicações para o meio ambiente. Após três anos de pesquisas, o resultado é um panorama assustador. Para que, levando em conta a inflação, a proteína animal custe hoje mais barato do que em qualquer outro momento da história americana, animais são submetidos a maus-tratos e abatidos para o consumo deformados e doentes; há pouco ou nenhum escrutínio público e supervisão eficiente por parte das autoridades sanitárias; rios e cursos d’água subterrâneos são poluídos por excrementos e dejetos da produção, com os custos, no sentido mais amplo da palavra, repassados à sociedade; e os ecossistemas do planeta correm risco de colapso em um futuro não tão distante.
Vegetariano esporádico, Safran Foer começou a pensar mais seriamente em suas opções alimentares quando seu filho mais velho nasceu. A preocupação com a origem da carne e a forma como é processada o levou a investigar a indústria alimentícia e, apoiado em estatísticas do governo americano e em fontes acadêmicas e industriais, ele teve a oportunidade de ouvir insiders do negócio, cientistas, membros de entidades defensoras dos direitos dos animais, chegando até mesmo a invadir uma granja e a testemunhar as terríveis condições do local. Esse apanhado de dados é de arrepiar o mais devoto carnívoro: a indústria de carne ocupa cerca de 1/3 das terras do planeta; o setor pecuarista é responsável, globalmente, por 18% das emissões de gás estufa; e um só método de pesca, o feito com espinhéis, mata 4,5 milhões de animais anualmente, incluindo 3,3 milhões de tubarões, 60 mil tartarugas marinhas e 20 mil golfinhos e baleias. Além disso, a criação animal usa, a cada ano, 756 milhões de toneladas de grãos e cereais para alimentar aves, porcos e gado bovino, bem mais do que o necessário para alimentar o 1,4 bilhão de seres humanos que vivem em extrema pobreza, cenário que tende a se agravar com o avanço do consumo dos variados tipos de carne em países emergentes como a China e a Índia.
Sem esquecer a importância que o ato de comer representa nas mais diversas culturas, pois é à mesa, com suas memórias e histórias, que, desde sempre, se forja a fraternidade, Safran Foer propõe um debate ético sobre o consumo alimentar dos animais. Ele defende o vegetarianismo como uma opção mais sensata de pecuária e um onivorismo mais honrado, que traga benefícios para o meio ambiente. O escritor também advoga um retorno ao antigos métodos de criação, menos traumatizantes para os bichos e para os ecossistemas, a imagem da fazenda bucólica tão associada aos valores americanos e que, hoje, representa apenas 1% de toda a produção nos Estados Unidos. Em última análise, Safran Foer pede aos leitores que ponderem sobre a decisão moral de comer outro ser vivo e que, se necessário fazê-lo, lutem por mudanças que permitam aos animais serem tratados com compaixão e dignidade, de forma que mesmo o abate seja feito de maneira que provoque o mínimo de sofrimento possível a aves, porcos e bois.
 

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