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12 anos de escravidão - Solomon Northup

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      12 Anos de Escravidão é um livro de memórias angustiantes sobre um dos períodos mais sombrios da história norte-americana. Ele relata como Solomon Northup, nascido um homem livre em Nova York, foi atraído para Washington, D.C., em 1841, com a promessa de um emprego, e então drogado, espancado e vendido como escravo. Ele passou os doze anos seguintes de sua vida em cativeiro, trabalhando, na maior parte do tempo, em uma plantação de algodão em Louisiana.Após seu resgate, Northup escreveu este registro excepcionalmente vívido e detalhado da vida escrava. Tornou-se um sucesso imediato e, hoje, é reconhecido por sua visão incomum e eloquência, como um dos poucos retratos realmente fiéis da escravidão americana, redigido por alguém tão culto quanto Solomon Northup — uma pessoa que viveu sua vida sob a óptica de uma dupla perspectiva: ter sido tanto um homem livre como um escravo.

Título: 12 anos de escravidão
Título original: Twelve Years a Slave
Autor: Solomon Northup
Editora: Seoman (Grupo Editorial Pensamento)
Páginas: 232

"Senti que não poderia depositar confiança em homens tão destituídos de compaixão, e encomendei meus sentimentos ao Deus dos oprimidos."



     Um livro considerado, e de fato é, tão importante quanto “O Diário de Anne Frank”, 12 anos de escravidão é um livro histórico onde a realidade escravista está exposta, de maneira nítida.

 Solomon Northup precisou escrever como realmente foi à escravidão. Já que não dá pra falar de algo que não se foi vivido, não seria a mesma coisa, muitos detalhes seriam perdidos e outros manipulados.
      Pra começar...  Em 1841 Solomon era um homem livre, inteligente e muito talentoso, principalmente na área da música, ele morava no estado de Nova Iorque, juntamente com sua mulher Anne Hampton que era uma ótima cozinheira e seus filhos. 

       Num dia comum para Salomon ele se depara com dois homens brancos que lhe fazem uma proposta maravilhosa. Já que Solomon sabia que seu talento no violino trazia a ele muitas propostas de homens bem sucedidos, e já que sua mulher estava viajando com seus filhos, ele pensou em aceitar a proposta, que era nada menos, do que viajar com os dois rapazes, com tudo pago fazendo apresentações e ganhando mais a cada dia que tocasse seu violino. O que parecia ser algo maravilhoso, na verdade foi o pior pesadelo que um negro naquela época poderia imaginar.

     Sem muitos detalhes, Solomon foi drogado, e ao se acordar já estava algemado, sem se lembrar de nada. E seus caros amigos que lhe ofereceram um emprego sumiram, desapareceram, e S. Northup ficou sozinho em mundo que não conhecia, de um lugar que não conhecia ninguém, de uma crueldade desumana inimaginável, de uma humilhação, onde a saudade era a única coisa que o dava esperança, de ser um homem livre outra vez.

     Em todo o período que S. Northup foi escravo ele conheceu pessoas descentes, pessoas boas. Como, por exemplo, Ford, foi o primeiro dono de Solomon, e foi só ali, que ele viveu a parte “boa” da escravidão, (assim com o próprio descreveu), Ford era um bom homem, lia a bíblia pros seus escravos, para que encontrassem esperança e paz,  nas condições em que estavam,  e Ford não os maltratava, mas, contudo, Ford não estava indo muito bem financeiramente e precisou vender seus escravos. S. Northup o mais caro de todos, por seus talentos múltiplos e sua disposição ao trabalho foi vendido, e a partir daí, tudo mudou. Mudou tragicamente.

      Solomon retrata todos os meios de maus tratos, tortura, desespero, medo e esperança, durante doze anos de escravidão. Como se já não fosse pouco, ele relata também o que acontece em sua presença com outros escravos. Também sofreram, alguns sofreram até a morte, alguns nunca foram livres, e por fim, assim ficaram pra sempre. Sendo escravos.

 E por fim, graças a Deus, um homem chamado Bass, bondoso, gracioso, que odiava qualquer tipo de ato de escravidão, ajuda a Northup a ser um homem livre outra vez,  arriscando sua própria vida, mas como isso aconteceu você vai descobrir se der uma chance.


"Baixei minha cabeça, olhando para minhas mãos agrilhoadas, e prorrompi no pranto mais amargurado."

Um livro fabuloso, que te mostra com tudo realmente aconteceu.  E não há como apagar o que foi vivido, não há como esquecer o que foi passado, e não dá pra trazer de volta quem se foi. Só há uma coisa, ESPERANÇA, o que muitos nem sabiam que existiam, mas que Northup se negou a esquecê-la.

 Falando do filme...

O filme ganhou três Oscar:  Roteiro Adaptado, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Filme. Entre outros prêmios...


          Logo atrás, na capa do livro tem um comentário interessante, um tanto verdadeiro de THE DAILY BEAST, dizendo o seguinte: “Se você assistir ao filme e achar que ele mostra um retrato terrível o suficiente da escravidão, por favor, não leia este livro...”. Bem eu primeiro li o livro pra depois me dar o privilégio de ver o filme de maneira diferente... Então é o seguinte, o filme é fiel ao livro, mas em partes, a coisas que não aconteceram no livro e acontecem no filme, também é uma maneira de encurtar a história e não deixar o filme mais longo do que já é. Porém, como eu já tinha lido, isso me deixou um pouco intrigada. Continuando, tem partes no filme que ocorrem no livro, que por sinal eram bem feitas, mas eu não encontrei aquela emoção, aquela agonia do livro, aquele desespero. Digamos que no filme isso não era tão forte. O que concluímos com isso tudo? Eu estava querendo chegar ao ponto que eu falo que sim, o livro é bem mais “forte” que o filme. Então, viu o filme? E está pensando em ler?  Eu te aconselho a ler sim, e se caso você ainda não leu o livro e nem viu o filme, te aconselho a fazer o mesmo, leiam e também assistam. Creio que vocês não se arrependerão. Sem contar que você termina o livro repleto de conhecimento.

Por Vanessa Cristina

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