Garotas e livros

Perdido em Marte - Andy Weir

Por 17:16 0 comentários

Estar perdido em qualquer lugar já é uma situação difícil. Mas para Mark Watney a situação é um pouco mais complicada. Ser a décima sétima pessoa a pisar em Marte já é um marco memorável, mas ser o primeiro a morrer lá não era algo em que gostaria de pensar. Ao embarcar nesta aventura, você não vai conseguir largar o livro até saber como tudo termina. A batalha pela vida, as experiências de Mark, a solidão em ser o único em um planeta e o bom humor desse astronauta vai te prender do começo ao fim!

Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho.
Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente.
Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate.
Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico – e um senso de humor inabalável –, ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência.
Para isso, será o primeiro homem a plantar batatas em Marte e, usando uma genial mistura de cálculos e fita adesiva, vai elaborar um plano para entrar em contato com a Nasa e, quem sabe, sair vivo de lá.
Com um forte embasamento científico real e moderno, Perdido em Marte é um suspense memorável e divertido, impulsionado por uma trama que não para de surpreender o leitor.
Título original: The martian
Autor: Andy Weir
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Páginas: 335

"[...] A Terra inteira está observando, mas não pode fazer nada para ajudar."


Eu já tinha lido muita coisa boa sobre este livro e não me decepcionei em momento algum da leitura. Vivenciamos, junto com Mark, uma aventura incrível em um planeta inóspito. Marte não é um lugar habitável. As missões das quais os astronautas participam, geralmente duram em torno de um mês. Mas leva-se meses até chegar no planete vermelho. Como manter-se vivo até um possível resgate? 

"[...] É incrível ter um monte de imbecis na terra dizendo a mim, um botânico, como cultivar plantas."

Durante de uma tempestade de areia a missão Ares 3 foi abortada às pressas e tendo Mark atingido e dado como morto, acabou ficando para trás. Procedimento padrão, se seus sinais desapareceram do computador, abandona-se o tripulante. Mas depois que a NASA descobre, via fotos satélites, que ele está vivo e "dando uma geral" no acampamento em Marte, começa-se uma série de tentativas de entrar em contato com ele e fazer o possível para salvá-lo. Mark se esforça para manter-se vivo e prolongar seus suprimentos. E consegue a proeza de plantar batatas em Marte! Sim! Ele é a primeira pessoa a plantar algo em um planeta inabitável. Sendo botânico e engenheiro mecânico, dependendo de vários cálculos, fita adesiva e suprimentos que levaram na missão, ele embarca na luta pela vida.

"[...] Sim, é claro que fita adesiva funciona em um ambiente de quase vácuo. Funciona em qualquer lugar. Fita adesiva é algo mágico e deve ser reverenciada."


O que nos deixa apaixonados por Mark é seu bom humor. Ele perde tudo, menos a piada. Até com ele mesmo. A força de vontade somado a toda essa energia positiva e bem humorada vai nos conquistando e nos prendendo cada vez mais à leitura. O livro é dividido entre os diários de bordo de Mark, que são contados por sóis (dias), e a situação na NASA, com os chefes de departamento de vários setores a a missão de resgatar um homem do planeta vermelho. Confesso que no começo achei super chato os diários de bordo. Mark ia descrevendo suas ideias e o que estava fazendo (visto que era um diário e que iria - talvez - ser lido pela NASA. Procedimento padrão), mas tinha tanta descrição técnica me deixava perdida. A questão é que você pensa realmente em pular essas partes, mas é na descrição dele que a ironia rola solta. Ele sempre tem um comentário ou um pensamento divertido, que nos faz esquecer a chatice mecânica. Apesar de ser biólogo, são tantos termos químicos que me deu saudade da escola e de querer entender mais a fundo do que se tratava.

"Estou diante da possibilidade muito concreta de morrer hoje. Não posso dizer que gosto da sensação."

Quando conseguimos acompanhar o raciocínio dele (mesmo sem entender tudo, de fato), nos empolgamos com a contagem de sóis dele, que sempre arranca sorriso do meu rosto. Principalmente quando a trama começa a intercalar com a situação e os personagens em Terra (sim, amo diálogos. Monólogos demais me cansam. Eu ia ser uma tragédia em Marte. Teria que arranjar um "Wilson", de O náufrago).  Ele tem um bom humor inabalável. Mesmo quando tudo desanda, quando tudo está dando errado, ele consegue ser o palhaço que é. A sua personalidade é marcante e é um prazer acompanhar essa aventura junto a ele.

"Estou no meio de um monte de crateras que formam um triângulo. Eu o estou chamando de Triângulo Watney, porque, depois do que já passei, algo em Marte deveria ter o meu nome."

Esse é mais um livro para amar! Uma história com embasamento científico real que nos mostra um pouco de como é a história espacial, suas preparações, cuidados e limitações. Sempre fui meio cética em se tratando de viagens espaciais, mas este livro me trouxe um leque de novas informações importantes. Adorei o autor ter posto tanta coisa verdadeira e moderna do que acontece nestes tipos de expedições. Para um primeiro livro - que logo virou filme - foi um pontapé inicial muito bom! Espero ler mais obras suas futuramente, Andy!

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