Garotas e livros

Nunca jamais | parte dois - Colleen Hoover e Tarryn Fisher

Por 16:04 0 comentários

"Eu me pergunto se isso que é ser louco. Doente mental. Sinto como se não tivesse controle algum sobre a minha mente."

Quase dois anos depois eu tenho em mãos a continuação do bendito livro Nunca Jamais. Depois de um final surtante em que ficamos em desespero (que tive que reler, claro, afinal, são dois anos e muitas histórias nesse meio tempo), o segundo livro chega para equilibrar as coisas e tentar colocar o pingo nos is. Bem, ao menos em uma parte deles.

A segunda parte do suspense romântico de tirar o fôlego “Nunca Jamais” Um garoto abre os olhos e sequer se lembra que seu nome é Silas. O telefone toca... “Encontrou ela?”, pergunta a voz do outro lado da linha. Quem é ela? Quem sou eu? Charlie se vê presa em um lugar parecido com quartos de hospital (ou de um manicômio). Também não se lembra de nada, nem sequer do próprio rosto. O tempo passa e ninguém vem salvá-la. Ela precisa escapar por conta própria. Aos poucos, os dois descobrem que vêm perdendo a memória em períodos cíclicos. E também que se amam imensamente. Numa corrida para descobrir a razão dos apagões em suas memórias, Silas e Charlie acabam descobrindo muito mais sobre si e os mistérios que envolvem suas famílias. Mas muito em breve vão esquecer tudo de novo. E precisam estar juntos para evitar o pior.


Título original: Never never: part two
Autor: Colleen Hoover and Tarryn Fisher
Editora: Galera
Ano: 2017
Páginas: 143

Primeiro trecho do livro:
"Começa lentamente. A chuva. Um respingo aqui. Um borrifo ali. Primeiro no para-brisa na minha frente e depois nas janelas ao meu redor."

Tal como a primeira parte, esse livro flui e você lê em uma hora, ou um pouco mais, dependendo do seu ritmo e do quanto você tende a olhar o celular para responder as notificações. É fininho, tem pouco menos de 50 páginas do que o primeiro e começa exatamente onde o outro termina. A incessante busca para saber o que está acontecendo a Charlie e Silas continua, o problema é que ambos esqueceram novamente de tudo. Silas acorda sem nem fazer ideia de quem é ou onde está, mas espalhado em seu colo e no banco do carro tem diversas cartas que eles escreveram para eles mesmos, explicando a situação, caso isso viesse a acontecer. E realmente aconteceu. A última anotação dele é mandando procurar Charlie. A namorada que ele não faz ideia de quem seja e onde está.

"Imagino que já deve ser bem difícil procurar uma pessoa desaparecida, mas tentar encontrar alguém quando não faz ideia de quem você mesmo é, de quem a pessoa é, e de quem todas as outras são parece meio impossível."

Intercalando com os capítulos de Silas, vemos Charlie presa em algo que parece um manicômio, sem lembrar de nada, muito menos de quem ela é. Assustada e dopada, ela vê as horas passando como borrões de uma vida numa prisão, recebendo apenas remédios e comidas, até tentar fazer algo por si mesma. E eu continuo adorando Charlie. Acho a personagem dela forte, ousada e lutadora. Ela, mesmo sem saber o que está acontecendo e porque está onde está, faz o possível pra reverter essa situação e se ver livre. Enquanto isso, Silas, depois de ter lido todas as informações a respeito deles, aceita a história e corre atrás dela - e de respostas. As pontas soltas deixadas no livro um aos poucos vão sendo amarradas e quando nos damos conta, tem apenas poucas páginas para muita coisa que precisamos saber. Ou seja, mais uma parte virá pela frente.

"Sei que é estranho, mas é isso que você ama em mim. Você ama o quanto eu te amo. Porque sim. Amo você até demais. Mais do que qualquer pessoa merece ser amada. Mas não consigo me conter. Amor normal é algo difícil com você. Com você, o amor precisa ser psicótico."


O final não acaba tão sofrível quanto foi na parte um. A trama carrega o mistério que ronda o livro desde a primeira parte, a busca por respostas, as dúvidas, a vida que continuou a seguir normalmente para todos - exceto para eles dois - interferindo a todo momento faz com que a obra não perca velocidade, sempre tendo um acontecimento puxando o outro e o tempo deles entre um apagão e outro, passando cada vez rápido.  Apesar de não sofrer tanto com o fim - ao menos não tanto quanto o outro - a expectativa que fica é boa. Os fatos são todos apresentados, o leitor fica ciente do que está acontecendo, porém o que permanece são os questionamentos: como e por quê? A maioria das dúvidas vão sendo sanadas, e tudo indica que a parte 3 seja a última. Espero mesmo que seja e que, por favor, não demore dois anos pra chegar.

"[...] Nunca esqueça aqueles que abriram caminho antes de você. Nunca pare de tentar melhorar o mundo para quem vai morar nele depois."

Silas teve um destaque maior nesse livro, visto que ele estava numa posição mais livre em busca de respostas, apesar do personagem "renascer" a cada intervalo de tempo entre apagões, conseguimos notar certo crescimento dele e gosto bastante de ter visto esse Silas mais entendido. A diagramação tá linda e a revisão bem feita. A capa não diferencia muito de uma para outra, apenas alguns detalhes que mudam mas dá pra entender o significado dessas pequenas mudanças. O que nos resta é esperar a parte três.

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