Garotas e livros

Mais lindo que a lua - Julia Quinn

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"– Ah, Torie, Torie. Eu a farei tão feliz. Prometo. Quero lhe dar tudo.
– Eu quero a lua! – gritou ela, de repente acreditando que tais fantasias eram de fato possíveis.
– Eu lhe darei a lua e tudo o mais que você quiser – disse ele com intensidade. "

Quando acabei o primeiro livro da duologia das irmãs Lyndon, eu só torcia para o segundo ser melhor. A história de Victória e Robert tem seus bons momentos, mas o livro como o todo não me agradou tanto assim. Apesar de adorar tudo o que a Júlia Quinn escreve, esse foi o que menos me atraiu, mas seguimos querendo ler toda a lista de compras dela.

Mais Lindo Que a Lua, primeiro livro primeiro livro da série Irmãs Lyndon, é uma história irresistível sobre sobre reencontro e desafios, romantismo e perseverança.
Foi amor à primeira vista. Mas Victoria Lyndon era a filha do vigário, e Robert Kemble, o elegante conde de Macclesfield. Foi o que bastou para os pais dos dois serem contra a união. Assim, quando o plano de fuga dos jovens deu errado, todos acreditaram que foi melhor assim.
Sete anos depois, quando Robert encontra Victoria por acaso, não consegue acreditar no que acontece: a garota que um dia destruiu seus sonhos ainda o deixa sem fôlego. E Victoria também logo vê que continua impossível resistir aos encantos dele. Mas como ela poderia dar uma segunda chance ao homem que lhe prometeu casamento e depois despedaçou suas esperanças?
Então, quando Robert lhe oferece um emprego um tanto incomum – ser sua amante –, Victoria não aceita, incapaz de sacrificar a dignidade, mesmo por ele. Mas Robert promete que Victoria será dele, não importa o que tenha que fazer. Depois de tantas mágoas, será que esses dois corações maltratados algum dia serão capazes de perdoar e permitir que o amor cure suas feridas?

Título original: Everything and the moon
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Páginas: 271
Adicione: Skoob

Primeiro trecho do livro:
"Robert Kemble, conde de Macclesfield, nunca fora dado a reações impulsivas, mas, quando avistou a jovem junto ao lago, logo apaixonou-se no mesmo instante."


A autora começa o livro falando que não acredita em amor à primeira vista, mas neste quer fazer algo diferente e lança um amor assim, só de olhar já ama. Ok, eu acredito sim em amor a primeira vista, o problema é que Robert, o cara que se apaixona perdidamente por Victória é um verdadeiro idiota. É um macho chato desgraçado, insistente, que faz com que sua amada (e tola) acabe por segui-lo onde ele for. Elaboram um plano de fuga que é atrapalhado pelo pai da jovem e a prende à cama, em casa, bem como a sua irmã, Eleonor, para que não a ajude a fugir. 

"– Eu o conheci hoje.
 – E acha que está apaixonada? Victoria, apenas os tolos e os poetas se apaixonam à primeira vista."

Esse desencontro na hora da fuga acaba fazendo com que ambos achem que os dois não queriam nada, de fato. Então cada um segue seu caminho, até se encontrarem novamente, sete anos depois. E por incrível que pareça, Robert continua o mesmo macho chato. Embora Robert seja um libertino, seu coração sempre pertenceu à Victória e mesmo depois de tanto tempo e mesmo magoado com o passado, ele ainda a ama. Mas começa uma estratégia ridícula para fazer com que ela se apaixone somente por vingança, que nada verdade não vinga nada... 

"Mas abraçá-la parecia tão certo. Não havia outra palavra para isso. Nenhuma outra mulher jamais se encaixara tão perfeitamente em seus braços, e ele passa os últimos sete anos preenchendo-os com outras tantas, tentando de todos os jeitos apagar Victoria de sua memória."

Victoria, por outro lado, amadureceu bastante e parou de ser a boba que sempre dizia sim e ia por onde Robert chamasse. A independência e empoderamento dela é o que eu mais amo nesse livro. As respostas sempre afiadas para o controle que o macho chato quer impor sobre ela são as melhores. Ela é o centro desse livro para mim, não o romance. Detestei como o personagem do conde Robert agia na maior parte da história, embora fosse necessário para dar os holofotes à Victoria na trama. 

"– Eu me senti desamparada por sete anos. Agora estou no controle. Por favor, não tire isso de mim."

É somente da metade do livro para o fim que eu realmente gosto de como as coisas vão evoluindo, justo quando Victoria brilha com seu posicionamento com o conde e como ele aos poucos e muito lentamente, vai melhorando. Você passa por vários sentimentos no livro, embora o maior deles seja raiva - pelo conde - e em segundo a comédia, pela situação toda. Óbvio que o livro tem seus momentos fofos e seus momentos quentes também. Robert tenta recuperar o meu afeto pelo personagem no fim, mas há quem goste dele durante toda sua trajetória no livro. Paciência, né? 

"– Prefiro quando me chama de Robert.
– É uma pena, então, pois não vim a este mundo para atender às suas preferências."
Os personagens vão crescendo ainda mais no decorrer do livro e é sempre bom ver que há boas mudanças. Há alguns momentos em que vemos a Eleanor e seu pai, quando voltamos na parte da família deles. Quem me conquistou foi a tia e prima de Robert, sempre de apoio a Victoria. Aliás, uma cena bem interessante de mulheres unidas em torno do conde em defesa da nossa querida Victoria. Achei divertidíssimo esse atrevimento, até porque ele tem um titulo de nobreza importante. Eu recomendo o livro sim, mas não para ser o primeiro da Julia Quinn. Leia outros delas antes desse, e leia esse sabendo que o segundo vai ser muito melhor. 

  

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